26 de março de 2009

Clonlara III

Ora aqui estamos nós mais uma vez, agora com mais informações, para responder aos muitos e-mails recebidos sobre o assunto.
Durante todo o tempo que estivemos em regime de Ensino Doméstico passámos por várias fases, umas mais tranquilas que outras, a cada passo novo uma sensação de conquista que rapidamente dava lugar a novas dúvidas e obstáculos a contornar.
A Clonlara trouxe tranquilidade absoluta...concentramo-nos apenas no nosso caminho e temos a liberdade de perseguir os interesses até esgotar o assunto.
O exame do 6º ano, que estaria no nosso futuro próximo, criou muito desconforto, não por ter que fazer as provas em si mas porque obrigava a seguir o currículo nacional e rever (mais uma vez) assuntos que deveriam ser orgânicos e aprendidos quando surge a necessidade e se estabelece uma ligação emocional e não empurrados e repetidos vezes sem conta.
É uma corrida constante e a cada exame fica um sentimento IMENSO de desperdicio de tempo e alívio pelo fim de todo o stress criado, mas nenhum conhecimento fica realmente consolidado.
A Clonlara dá-nos essa liberdade, de escolher, de perseguir os assuntos que nos interessam, é um processo de confiança.
Então vamos lá às questões:
- Como são feitos os trabalhos? Em inglês?
Devo dizer que esta era uma das minhas maiores dúvidas, como já disse é um processo de confiança absoluto que custa um pouco a encaixar porque estamos habituados a ter que provar constantemente o que fazemos, não é o caso...a nossa "advisor" trabalha realmente em parceria com as famílias, foi-nos pedido um "plano de acção", onde pudémos informá-la sobre o tipo de rotina (se a temos), assuntos que pretendemos estudar e interesses que fazem de nós quem somos. Depois fazemos a nossa vidinha normal, mas agora com uma parceira que nos vai dando um feedback, sem criticar ou querer controlar a nossa aprendizagem. O nosso retorno é dado através de "relatórios" mensais que têm funcionado como diário para nós, onde relatamos as nossas actividades e o que foi aprendido. Por isso a resposta à pergunta é...os trabalhos não são enviados e por enquanto podem ser realizados em qualquer língua.
Pelo que percebi o secundário exige controle de horas, um portefólio e conhecimento de inglês, assim como a história e geografia do E.U. isto porque o diploma de graduação é americano.
- Continuam em Ensino doméstico?
Fizemos uma transferência normal para uma escola no estrangeiro, o processo foi-nos entregue em mãos e fomos nós que o enviámos para a Clonlara. Para todos os efeitos eles estão matriculados numa escola particular.
- Quanto se paga?
Pagámos cerca de 600 dólares por criança, por ano. Dá 50 por mês, mais ou menos! Existe um plano de pagamento. Em Espanha é mais barato.

- E se quiserem voltar para o ensino normal?
A escola mantém os registos das crianças e transforma os progressos feitos em notas. A equivalência é só baseada no certificado de habilitações que é enviado com a transferência.
- Podemos fazer a matricula em qualquer altura?
O processo tem sempre de partir daqui e as transferências só podem ser realizadas até ao fim do segundo período.

Por enquanto não me lembro de mais questões que nos tenham pedido para responder...na verdade depois de estarmos em pleno funcionamento todo o processo é muito simples.

12 comentários:

Isabel de Matos disse...

Pipocas, muuuuiiiito obrigada!
Ainda vou querer saber mais coisas, mas depois pergunto... (agora estou com pouco tempo :)
Beijinhos
Isabel

Meninheira disse...

Muito obrigada!! :) e uma outra pergunta, os estudos sao convalidáveis (nao sei se existe esta palavra en portugués) com os estudos nacionais? ainda que nao sei se na Espanha será igual.

Beijinhosss, pinta muito bem :D

Pipocas disse...

Essa é uma pergunta difícil...
Se decidisses agora ir viver para outro país pedias uma transferência e mais tarde uma equivalência das tuas habilitações...nós partimos do mesmo principio, só não dissemos a ninguém que ainda estamos aqui a viver. shhh!!!

Pipocas disse...

De nada, Isabel, SEMPRE às ordens!

Meninheira disse...

Entendo. Creio que aquí é o mesmo, os nenos estudan no estrangeiro i é depois que pedem para convalidar os estudos no país.

Um beijinho :)

Pequete disse...

Obrigada, Pipocas, por toda a informação. Realmente, esta questão das equivalências é que me continua a fazer alguma confusão. A única coisa boa que tem a utilização do regime de ensino doméstico tal como está definido a nível nacional é precisamente as crianças fazerem parte dos registos do Ministério da Educação desde o início e irem transitando de ano como qualquer aluno normal (até terem que fazer os "exames" do 4º, 6º e 9º anos, claro) e não haver qualquer dúvida relativamente às habilitações.

Pipocas disse...

De nada Pequete! Sabes que de inicio essas questões também me fizeram muita confusão, aliás passámos meses sem nos conseguirmos decidir. Mas como temos sempre hipóteses de reverter a situação ou de pedir equivalência (um processo aparentemente muito simples) percebemos que não temos nada a perder, pelo contrario ganhamos tempo e serenidade!

Blue disse...

Olá Pipocas, parabéns pelo blog e esclarecimentos mas precisava de te fazer umas perguntas, estou tambem num empasse grande e muito grande.

o meu mail: azulsorrindo@gmail.com

contacta-me pleeeeeaaaaassssseeeee
Blue :)

catarina costa cabral disse...

Olá Pipocas,

a questão da equivalencia confunde-me.
Nos passámos em Dezembro para o ED e teremos que fazer o tal exame.

A preocupação é muita pois além da questão do programa idiota ( sobretudo em história), não temos nenhum exame por onde se possa ver o tipo de perguntas e até treinar.
A escola é hostil e são eles que os vão fazer, que tal como transparencia e isenção?

Gostariamos de passar para a clonlara, mas essa da equivalencia e de se ter que fingir que não se mora cá da-me um certo desconforto.
tenho medo que investiguem e arranjem problemas.

Gostaria de saber mais, pois se conseguir ter o $ para a transferencia a tempo, seria bom.

obrigada pela disponibilidade :)

catlinolino

Pipocas disse...

Catarina: quanto aos exames...o maior desconforto é mesmo termos de empurrar matéria, que só serve mesmo para fazer o exame. Os testes em si são fáceis porque os parâmetros são muito baixos.
E...na verdade não precisamos de fingir que vivemos noutro sitio porque a lei é omissa nesse campo.

Casa do Bosque - loja natural vegetariana disse...

Olá,

parabéns pelo teu trabalho, ajuda-nos muito!
A minha dúvida é a seguinte: tenho um pequenote de 4 anos e no próximo ano terei que o matricular. A Clonlara aceita alunos desde o 1º ano em ED, sabes?

Tb me faz confusão que nós tenhamos que aprender história e geografia dos Estados Unidos para fazer o exame do liceu da Clonlara dos Estados Unidos (12º ano, suponho), mas, até lá, logo se vê, que ainda temos uns aninhos para lá chegar.

Entretanto, porque é que não matriculaste o teu filhote na Clonlara de Barcelona, alguma razão em especial?

Poderemos matriculá-los logo no 1º ano na Clonlara sem nos chatearem cá em Portugal?

Beijinhos xxx

Pipocas disse...

Casa do Bosque: Podes matricular o teu filho desde o 1º ano se quiseres, o meu filho mais novo começou este ano a ser alfabetizado e está matriculado na Clonlara.
Não matriculei os meus filhos em Espanha porque, por incrível que pareça, é mais fácil para nós o contacto em Inglês que Castelhano...
Quanto à 1ª matricula...nós optamos por inscreve-lo numa escola publica e pedir a transferência logo no inicio do ano escolar, antes do inicio das aulas.